O Ferrari 250 LM foi originalmente concebido para suceder ao 250 GTO, no entanto sofreu da intransigência da Comissão Desportiva Internacional que recusou a sua homologação na categoria Grande Turismo. Foi fabricado em 32 exemplares (quantidade insuficiente para uma homologação em GT), e teve, durante a sua carreira desportiva, que lutar com armas desiguais com os verdadeiros protótipos, mais potentes e concebidos para uso exclusivo em pista. Polémicas à parte, o Ferrari 250 LM, enriqueceu de sobremaneira o palmarés da marca de Maranello, tendo mesmo dado à Ferrari, até à data, a sua última vitória nas 24 Horas de Le Mans (1965). Como curiosidade refira-se que só o Ferrari 250 LM #5149GT, que foi o 1º da série, recebeu o motor V12 "Colombo" de 2953cc. Os seguintes receberam o motor 275 (3286cc), facto explicado por este modelo se ter que bater com protótipos mais potentes. Por razões politicas este modelo manteria a sua designação inicial. 250 LM.

Nº de chassis construídos (1964/1965): Total de 32 exemplares, entre #5149GT e #8165GT



Principais características técnicas:


- V12 a 60°
- 3.286CC (77x58,8mm)
- 300/310 cv* às 7500 rpm

* Existiram dois tipos diferentes de motor para os 250 LM, do Tipo 210 e 211, sendo que eram intermutáveis, e que os primeiros tinham cerca de 300 cavalos de potência, e os segundos cerca de 310.

Châssis do Tipo 577
Suspensões traseira e dianteira independentes com molas helicoidais 
Travões de disco
Distância entre eixos de 2,40m
Caixa de 5 velocidades
Dois depósitos de combustivel (2x65l)
Peso aproximado de 820 Kg
Pneus: Frente/traseira: 5,50x15 / 7,00 x 15
Estrutura tubular, carroçaria Scaglietti em alumínio


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#6119 LM


O Ferrari 250 LM (#6119) foi vendido à Scuderia Filipinetti em Setembro de 1964, que com ele disputou provas durante 1964 e 1965. Tinha posto de pilotagem à direita e estava originalmente pintado de vermelho, tendo sido pintada, posteriormente, uma faixa central branca, característica do esquema cromático desta equipa. Começou a sua carreira desportiva em 11 de Outubro de 1964, nos 1000 Km de Monthlery com os pilotos Herbert Muller e Andre Boller (Não terminaram). Em 1965, e depois de participar nas 24 Horas de Le Mans (Dieter Spoerry / Armand Boller), nos 1000 Km de Nurburgring (Herbert Muller / Peter Harper, que substituiu Pete Ettmueller) e numa corrida em Monza (13 de Outubro) a contar para o Campeonato Suíço (Charly Muller), o #6119 disputou o VIII Grande Prémio de Angola a 28 de Novembro de 1965, com Herbert Muller ao volante.
Em Dezembro de 1965, foi adquirido a meias por António Peixinho e Pierre de Siebenthal (facto que confirmamos pessoalmente junto do piloto português). A Parte inferior da carroçaria foi pintada de branco em finais de Junho.
Com ele participaram em inúmeras provas. Em solo nacional, António Peixinho pilotou-o durante o ano de 1966, conseguindo duas vitórias, um segundo lugar e uma desistência. Em 1968 foi utilizado pela equipa Bormio Corse.


1965


VIII Grande Prémio de Angola
28 de Novembro
Herbert Mueller (nº3)
Corrida: 2º
(Foto: Revista ACP/Coleção Manuel Taboada)

1966


1000 Km Monza
25 de Abril
Pierre de Siebenthal/António Peixinho (nº21)
Corrida: 8º da geral / 4º da Classe
(Frame retirado da série de TV, "Les Aventures de Michel Vaillant"/1967)

1000 Km Nurburgring
7 de Junho
Pierre de Siebenthal/Francisco de Herédia (nº4)
Corrida: 18º da geral
(não corriam no final – problemas com a caixa de velocidades)
(Foto: Autor desconhecido)

V Circuito de Montes Claros, Lisboa
 2/3 de Julho
António Peixinho (nº22)
Corrida: Não terminou 
(Foto: Coleção Fernando Soares, via José Mota Freitas)

XIII Circuito Internacional de Vila Real
8/10 de Julho
António Peixinho (nº55)
2º Treinos
2º Corrida
(Foto: Coleção Manuel Taboada)
 
Circuito de Cascais
22/24 de Julho
António Peixinho (nº40)
Treinos: 1º
Corrida: 1º
(Foto: Revista ACP/Coleção Manuel Taboada)

XI Circuito de Vila do Conde
27/28 de Agosto
António Peixinho nº34
Corrida: 1º (VMR)
(Foto: Revista ACP/Coleção Manuel Taboada)

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#5843 LM


Este foi o primeiro dos três 250 LM pertencentes Ecurie Francorchamps a ser adquirido pela equipa belga. Iniciou as actividades nos 1000 Km de Nurburgring (31 de Maio de 1964) com Beurlys e Dumay. A participação no Grande Prémio de Angola desse ano, foi a sua oitava corrida. No VIII Grande Prémio de Angola (1965) foi alugado pelo ATCA, e pilotado por Álvaro Lopes. Este Ferrari saiu de fábrica com a cor vermelha, que manteve. Tinha posto de condução à direita.
Motor Tipo 210.

1964

VII Grande Prémio de Angola
29 de Novembro
Lucien Bianchi (nº8)
Ecurie Francorchamps
Treinos: 2º
Corrida: 2º
(Foto: Zuid Africa Motorsport)


1965


(Foto: Revista ACP/Coleção Manuel Taboada)
VIII Grande Prémio de Angola
28 de Novembro
Álvaro Lopes (nº1)
Treinos: 6º
Corrida: 7º
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#6023 LM

O segundo destes modelos adquiridos pela Ecurie Francorchamps, em Outubro de 1964, a tempo de participar nos 1000 Km de Montlhéry. O VII Grande Prémio de Angola foi a sua segunda competição. Tinha o posto de condução à direita. Um 250 LM inicialmente de cor vermelha, para em 1965 ser pintado de amarelo.
Motor Tipo 210.

1964

VII Grande Prémio de Angola
29 de Novembro
Willy Mairesse (nº7)
Treinos: 1º
Corrida: 1º (100 Voltas / 301,200 Km / 2h31'36'',870 / 119,197 Km/h)
V.m.r da corrida: 1'22'',84 / 130,894 Km/h)
(Foto: Revista Zuid Africa Motorsport)


1965

VIII Grande Prémio de Angola
28 de Novembro
Pierre Dumay (nº8)
Treinos: 7º
Corrida: 3º

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#5907 LM



Um 250 LM adqurido pela Maranello Concessionaires a 1 de Julho de 1964, tinha a cor vermelha. Começou a carreira desportiva nas 12 Horas de Reims (5 de Julho) com Graham Hill e Joakim Bonnier (1ºs classificados). Em 31 de Outubro deste ano, começou a aventura africana deste modelo, com a participação de David Piper e Tony Maggs nas 9 Horas de Kyalami (1ºs classificados). De seguida este Ferrari alinhou no Grande Prémio de Angola com David Piper. Em Agosto de 1965 foi comprado por Bernard White (Team Chamaco Collect), e foi com esta equipa que o 250 LM surgiu de novo em Angola, desta vez em 1965, para disputar o Grande Prémio local, com Vic Wilson ao volante. Terminou a sua carreira desportiva em finais de 1967, com Richard Attwood. Tem sido, até aos dias de hoje um assíduo participante de corridas para automóveis clássicos. Este 250 LM tinha posto de condução à direita.


1964


VII Grande Prémio de Angola
29 de Novembro
David Piper (nº11)
Treinos: 3º
Corrida: Não terminou
(Foto: Colecção Manuel Taboada)

1965


VIII Grande Prémio de Angola
28 de Novembro
Vic Wilson (nº10)
Treinos: 5º
Corrida: 4º
(Foto: Revista ACP/Coleção Manuel Taboada)

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#6313 LM



Adquirido pela Ecurie Francorchamps a 22 de Abril de 1964, este 250 LM iniciou a sua carreira desportiva três dias depois, a 25 de Abril desse ano nos 1000 Km de Monza, com os pilotos Gustave Gosselin e Jean Claude Franck (desistiram).  Prolongou a sua actividade desportiva até 1965, e provavelmente o Grande Prémio de Angola desse ano terá sido a sua última prova disputada.
Este Ferrari tinha à saída de fábrica a cor vermelha, mas seria logo de imediato pintado de amarelo. Tinha condução à direita.
Motor Tipo 211.

1965


VIII Grande Prémio de Angola
28 de Novembro
Langlois van Ophem (nº5)
Treinos: 8º
Corrida: 11º
(Foto: Revista ACP/Coleção Manuel Taboada)

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#6053 LM

Um 250 LM que foi adquirido por George Drummond através da Maranello Concessionaires (em 1964) e que iniciou a sua carreira desportiva em provas de rampa e corridas de club disputadas em Inglaterra, ao longo do ano de 1965. Tinha cor vermelha e foi equipado com um "nariz longo". Em 1966, Drummond colocou Mike Hailwood e Innes Ireland ao volante do seu 250 LM para as 24 Horas de Daytona de 1966, para posteriormente ser o Visconde Rollo Fielding a utilizá-lo em provas disputadas em Inglaterra e acabar a sua carreira disputando corridas na África do Sul e em Moçambique, em 1967.

1967

3 Horas de Lourenço Marques
16 de Dezembro
Rollo Fielding (nº6)
 Corrida: 5º
(Foto: Autor desconhecido)